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	<title>Suficiente</title>
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		<title>O que aprendemos afinal?</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 18:09:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecoxemplos]]></category>
		<category><![CDATA[Inspirações]]></category>
		<category><![CDATA[Paraíba]]></category>
		<category><![CDATA[Litoral Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/IMGA0068.jpg"></a><span lang="pt">Já faz mais de um mês que nossa viagem pelo nordeste terminou. Aos poucos as lembranças, os aprendizados, as novas amizades vão se sedimentando em nossos corações. Pouco à pouco vamos decodificando o que esta viagem realmente representou em nossas vidas.</span></p> <p><span lang="pt">Toda viagem é antes uma viagem para dentro de si mesmo. [...]<p><a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/inspirations/lessons-licoes">O que aprendemos afinal?</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/IMGA0068.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1232" style="margin: 5px;" title="Plantando Juntos - Planting together" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/IMGA0068-300x168.jpg" alt="Plantando Juntos - Planting together" width="270" height="151" /></a><span lang="pt">Já faz mais de um mês que nossa viagem pelo nordeste terminou. Aos poucos as lembranças, os aprendizados, as novas amizades vão se sedimentando em nossos corações. Pouco à pouco vamos decodificando o que esta viagem realmente representou em nossas vidas.</span></p>

<p><span lang="pt">Toda viagem é antes uma viagem para dentro de si mesmo. É desafiar-se a modificar as perspectivas. É encantar-se com as belezas de lugares longínquos. É permitir a casualidade de encontros improváveis que mudam nossas vidas para sempre.</span></p>

<p><span lang="pt">Nesta viagem ao nordeste, confirmamos que por toda parte há desigualdades e destruição da nossa casa comum e percebemos que aos poucos a natureza está se transformando em artigo de luxo. Porém nos surpreendemos com a solidariedade de algumas pessoas que dedicam suas vidas para o bem do mundo e do próximo. A elas, agradecemos enormemente sua disposição em dividir conosco seus conhecimentos e experiências.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1040670.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1233" style="margin: 5px;" title="caminho - path" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1040670-300x225.jpg" alt="caminho - path" width="270" height="203" /></a><span lang="pt">Em suma, em busca de nós mesmos encontramos um caminho. Descobrimos que o caminho é <strong>ações</strong>, imbuídas de valores de amor e solidariedade e guiadas pela busca de harmonia e pela fé em um mundo melhor.</span></p>

<p><span lang="pt">Compreendemos que não há como se estabelecer um sistema mais harmônico entre homem e natureza, sem ao mesmo tempo reavaliar a relação do homem com o homem e a relação de cada homem consigo mesmo.</span></p>

<p><span lang="pt">Buscando nossa própria harmonia, entendemos que é preciso voltar a se encantar com as belezas simples do mundo. E como são tantas estas belezas! O pôr do sol, o canto do passarinho, o mar. Enfim, a <strong>vida</strong> que brota como um milagre em todos os cantos e que segue vivendo numa cadeia infinita de <strong>inter-relações</strong> dependentes umas das outras. Somos parte desta cadeia que unida forma o <strong>Todo</strong>. Como <strong>parte inteligente</strong> dela <strong>somos responsáveis</strong> por cuidá-la, mas como fazê-lo?</span></p>

<p><span lang="pt">Nossos encontros fortuitos com os <em>exemplos</em> que descrevemos durante a viagem nos deram várias pistas. Uma delas é que<strong> </strong>não é  preciso mudar o mundo todo, <strong>basta contribuir com pequenas ações concretas.</strong> <a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/bahia/guardian-of-the-waters/">Brígida  aceitou o desafio da produção orgânica de café</a> e seu papel de cuidar das águas que nascem em sua fazenda. <a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/bahia/park-and-people" target="_blank">Roy teve coragem de levar adiante a inspiração que teve para proteger a Chapada Diamantina</a>. <a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/rio-grande-do-norte/santuario-pipa/">David investiu parte de sua vida para garantir que outras pessoas pudessem desfrutar da beleza que havia quando chegou em Pipa</a>.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050884.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1236" style="margin: 5px;" title="Mudas - Seedlings" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050884-300x225.jpg" alt="Mudas - Seedlings" width="270" height="203" /></a><span lang="pt">Apreendemos também<strong> </strong>que <strong>cada ação individual, quando somada à outras, tem seu efeito multiplicado exponencialmente.</strong> Nenhuma das pessoas ou instituições com quem conversamos alcançaram resultados sozinhos. <a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/bahia/natureza-bela/">Natureza Bela encontrou seu caminho quando cooperou com parceiros</a>, os <a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/rio-grande-do-norte/seeds-semente-gostoso/">Gostosenses vêem na prática que se ajudando mutuamente constroem um futuro melhor</a>. Quase todas iniciativas só sobreviveram porque contaram com contribuições de simpatizantes, públicos ou privados.</span></p>

<p><span lang="pt">Qual então pode ser nossa ação concreta, e qual é o papel de Tambaba em tudo isto? Uma conclusão clara que chegamos, é que esta ação não está no turismo. Pelo menos por agora, não queremos construir uma pousada. Quem sabe no futuro, quando já estivermos mais velhos e com menos energia.</span></p>

<p><span lang="pt">Neste momento queremos contribuir, com estudo e trabalho, para a construção de um sistema que valorize nossas florestas em pé, que estimule a recuperação de tantas outras, enquanto ao mesmo tempo sirva de meio de subsistência para as comunidades que vivem ao seu redor.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1040680.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1234" style="margin: 5px;" title="Por do Sol- Sunset" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1040680-300x225.jpg" alt="Por do Sol- Sunset" width="270" height="203" /></a><span lang="pt">Vimos na prática que já há possibilidades de fazê-lo. É possível produzir mudas para projetos de reflorestamento utilizando mão de obra local, certificar projetos para captação e venda de carbono, empresas investem em projetos ambientais como política de responsabilidade social, etc.. Certamente há outras maneiras que podem ser exploradas e estudaremos para compreender melhor o sistema.</span></p>

<p><span lang="pt">Nosso pequeno pedaço de terra em Tambaba nos serve ao mesmo tempo de inspiração e laboratório para nossas idéias. A mata que o cobre pode servir de matéria prima para realização das idéias que ela mesma nos inspirou. Tambaba encheu nossos corpos de energia, nossas mentes de idéias e nossos corações de esperança.</span></p>

<p><span lang="pt">Por fim, pedimos que nos ajudem a não esquecer, no decorrer das dificuldades da vida mundana o que apreendemos nestes maravilhosos meses de viagem e concluímos com um convite. Viaje você também para dentro de si mesmo. Reencante você também com as belezas da vida.  Encha seu coração de solidariedade e seja a mudança que você quer ver no mundo!</span></p>

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		<title>Criando um Corredor Ecológico no Sul da Bahia</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 11:18:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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		<category><![CDATA[Itabela]]></category>
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		<description><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050887.jpg"></a><span lang="pt">Depois de Tambaba decidimos restringir um pouco o tipo de exemplos que gostaríamos de conhecer. Nos focalizamos em grupos e pessoas que trabalhavam para proteger o restante da Mata Atlântica e ao mesmo tempo contribuir para geração de renda das famílias que vivem no entorno da área a ser protegida e restaurada. </span></p> [...]<p><a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/bahia/natureza-bela">Criando um Corredor Ecológico no Sul da Bahia</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050887.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1216" style="margin: 5px;" title="No viveiro" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050887-300x225.jpg" alt="No viveiro" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Depois de Tambaba decidimos restringir um pouco o tipo de exemplos que gostaríamos de conhecer. Nos focalizamos em grupos e pessoas que trabalhavam para proteger o restante da Mata Atlântica e ao mesmo tempo contribuir para geração de renda das famílias que vivem no entorno da área a ser protegida e restaurada.<br />
</span></p>

<p><span lang="pt">Escrevemos para diversas organizações no Nordeste e foi assim que conhecemos a Ana Cristina da <a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/pernambuco/funbrasil">Fundação Pau-Brasil em Glória do Goitá</a>, o David do <a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/rio-grande-do-norte/santuario-pipa">Santuário Ecológico em Pipa</a>; e finalmente <a href="http://naturezabela.org.br/" target="_blank" class="broken_link">o Grupo Ambiental Natureza Bela</a>.</span></p>

<p><span lang="pt">Desde o primeiro e-mail que lhes enviamos, Natureza Bela nos recebeu com braços abertos e dispostos a dividir conosco sua história e seus desafios.</span></p>

<p><span lang="pt">Ao chegar em Trancoso percebemos que Itabela, o município onde está localizado Natureza Bela, não estava tão próximo quanto havíamos imaginado. Chegamos a nos questionar se valia a pena ir até lá: _Porque não passar nosso último dia romanticamente nas praias do Sul da Bahia?</span></p>

<p><span lang="pt">Simplesmente porque ainda temos muito que aprender. Decidimos que deveríamos sim acordar às 5hs da manhã e passar várias horas no ônibus durante nosso último dia de viagem. Valeu a pena! O trabalho que nos foi apresentado por Deivison Viana, Geisa Bonfim Berte, Alexssandro Gonçalves dos Santos e Sidvaldo de Oliveira, nos encheu de esperanças e otimismo.</span></p>

<p><span lang="pt">O Grupo Ambiental Natureza Bela encontrou alternativas para vencer seus desafios, e desde de sua criação em 2001 implementa cada vez mais projetos e contribui cada vez mais para a proteção do meio ambiente e geração de renda no extremo sul da Bahia. Sua principal estratégia é perseverança, cooperação com outras organizações e um <em>mix</em> de pessoas jovens e experientes trabalhando em conjunto.</span></p>

<p><span lang="pt">Itabela, onde está localizado, é um município de aproximadamente 25 mil habitantes formado por volta de 1960 para abrigar as grandes madeireiras que se instalaram na região. Estas serralherias foram criadas em resposta a incentivos para desmatamento e ocupação urbana da região pelo Governo Federal na época. A Mata Atlântica que até 1940 permanecia praticamente intacta, depois da intensa exploração madeireira por mais de 20 anos, foi reduzida a cerca de 7% do território inicial.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/desmatamento-bahia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1217" title="Historico desmatamento na Bahia" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/desmatamento-bahia.jpg" alt="Historico desmatamento na Bahia" width="416" height="168" /></a></p>
<p><span lang="pt">Como tentativa de preservar o que ainda resta e restaurar parte do que foi destruído, em 2001, o biólogo José Francisco Azevedo Jr., Gilson dos Santos Gali, Sidvaldo de Oliveira e outros, decidiram formar o Grupo Ambiental Natureza Bela. Desde de sua formação, Natureza Bela contribui efetivamente para preservação e restauração dos recursos naturais, além de promover a educação ambiental, o fortalecimento da cidadania e a geração de renda no Corredor Ecológico Monte Pascoal – Pau-Brasil.</span></p>

<p><span lang="pt">Não foi fácil. O primeiro projeto vislumbrado não obteve sucesso imediato. Natureza Bela propôs a criação de um Parque Municipal para preservação de cerca de 600ha. de Mata Atlântica em estado médio e avançado de recuperação. Por razões de política local, o projeto não foi implementado como inicialmente planejado, mas obteve como resultado a criação do primeiro viveiro de mudas de árvores nativas gerenciado pelo Grupo, a formação de duas RPPNs (Reserva Particular do Patrimônio Natural) e a mobilização ambiental dos moradores da região.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050797.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1219" style="margin: 5px;" title="Crossing Rio Caraiva" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050797-300x225.jpg" alt="Crossing Rio Caraiva" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Entre os anos de 2004 e 2006, o <em>know-how</em> adquirido com a produção de mudas e a capacidade de articulação com os proprietário rurais e a população local permitiu que o Natureza Bela fosse co-gestor do <em>Projeto de recuperação de Mata Atlântica e proteção das águas na Bacia do Rio Caraíva, </em>juntamente com o Instituto Cidade e a Associação dos Nativos de Caraíva (ANAC). Além dos co-gestores, este projeto também contou com o apoio de diversas outras instituições, entre elas o <a href="http://www.bioatlantica.org.br/" target="_blank">Instituto Bio-Atlântica</a>, a <a href="http://www.conservation.org.br/" target="_blank">Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil)</a>, <a href="http://www.nature.org/wherewework/southamerica/brasil/" target="_blank">The Nature Conservancy (TNC)</a>, entre outros.</span></p>

<p><span lang="pt">Este projeto, ademais de lançar as bases para os processos de recuperação da Mata Atlântica no corredor ecológico do Monte Pascoal – Pau-Brasil, obteve dois outros resultados fundamentais: a criação da Cooperativa de Trabalho de Reflorestadores de Mata Atlântica do Extremo Sul da Bahia (Cooplantar) e a institucionalização de um consórcio de organizações ambientais parceiras para implementação de projetos conjuntos.</span></p>

<p><span lang="pt">A Cooplantar é uma cooperativa especializada na restauração da Floresta Atlântica e oferece importante alternativa de geração de renda para as família pobres da região. Natureza Bela e seus parceiros promovem a capacitação dos membros da cooperativa que hoje possui mais de vinte membros das comunidades de Caraíva, Nova Caraíva e Itabela. Já foram oferecidos aos cooperados cursos de coleta de semente, técnicas de plantação, cooperativismo entre outros. Isto permite aos cooperados uma melhoria de sua condição de vida e ao Natureza Bela e seus parceiros uma profissionalização dos serviços de reflorestamento e melhores resultados em seus projetos na região.</span></p>

<p><span lang="pt">Natureza Bela e seus parceiros também buscam garantir a demanda pelos serviços da Cooplantar, seja contratando-os para seus próprios projetos ou intermediando o contratação de seus serviços por outras instituições que querem ou precisam reflorestar.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050886.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1215" style="margin: 5px;" title="Nanda and Stephan with Seedlings" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050886-225x300.jpg" alt="Nanda and Stephan with Seedlings" width="225" height="300" /></a><span lang="pt">Para nós, a Cooplantar é um exemplo claro da possibilidade de combater ao mesmo tempo a pobreza e a destruição do meio ambiente. Como nos contou Geisa, o atual presidente da cooperativa antes era madeireiro e hoje planta para viver; alguns cooperados deixaram de caçar animais para caçar sementes e vendê-las para cultivo nos viveiros da Natureza Bela; e muitos outros encontraram na cooperativa, um atividade econômica que pode ser realizada no período de baixa temporada para o turismo, gerando renda para eles e suas famílias.</span></p>

<p><span lang="pt">Por outro lado, o processo de implementação do Projeto Caraíva demonstrou que a cooperação entre as organizações ambientais da região promove um resultado significativamente melhor do que o trabalho individual e a competição pelos mesmos recursos. Como conseqüência, Natureza Bela e outras sete organizações: ANAC, Cooplantar, Associação Comunitária Beneficente de Nova Caraíva (ASCBENC), TNC, CI-Brasil, Instituto Bioatlântica e o Instituto Cidade formaram um consórcio para pleitear recursos e implementar projetos em conjunto na região do corredor ecológico Monte Pascoal – Pau-Brasil.</span></p>

<p><span lang="pt">Neste consórcio cada organização tem seu papel definido segundo sua vantagem comparativa. Natureza Bela se destaca pela articulação com a comunidade local, proprietários rurais e a produção de mudas. Unir-se neste consórcio permitiu a Natureza Bela vencer alguns dos desafios, entre eles o acesso a recursos e escoamento da sua produção de mudas.</span></p>

<p><span lang="pt">Após a criação do consórcio, o volume de recursosdisponível para implementar seus projetos aumentou e a sofisticação de seus projetos também. Este consórcio foi o primeiro a conseguir que um projeto de resgate de carbono na América Latina por reflorestamento fosse certificado pela Aliança Clima Comunidade e Biodiversidade (<a href="http://www.climate-standards.org/" target="_blank">CCBA &#8211; Climate, Community and Biodiversity Alliance</a>). </span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050880.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1214" style="margin: 5px;" title="Mata Atlantica Jovem" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050880-300x225.jpg" alt="Mata Atlantica Jovem" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Atendendo a critérios de clima, biodiversidade e benefícios econômicos e sociais para comunidades, o projeto prevê a estabilização de 280.000 torneladas de CO2 resgatadas ao longo de 30 anos em 800 hectares de área recuperada com florestas nativas. Empresas como a <a href="http://www.natura.net/" target="_blank">Natura Cosméticos</a><cite></cite> e <a href="http://www.kraftfoodscompany.com/" target="_blank">Kraft Foods Inc.</a> </span><span lang="pt">já compraram parte do direito de utilizarem o CO2 que será recuperado daqui a 30 anos,v</span><span lang="pt">iabilizando a implementação do projeto.</span></p>

<p><span lang="pt">Ainda, a troca de conhecimentos entre os parceiros, somado a experiência prática ensinou-os como aumentar a demanda para as mudas produzidas nos viveiros de Natureza Bela. Segundo Sidvaldo a demanda externa aos projetos realizados pelos membros do consórcio existe, e vem principalmente de três fontes: a) empresas/organizações com passivo ambiental decorrente de obrigações derivada da legislação ambiental; b) proprietários rurais interessados em regularizar suas reservas legais para obtenção de empréstimos agrícolas concedidos pelos bancos de desenvolvimento estatuais, nacionais e internacionais; e c) empresas interessadas no mercado de carbono emergente.</span></p>

<p><span lang="pt">Para atender o aumento da demanda de mudas nativas, Natureza Bela administra hoje 3 viveiros, cada um com capacidade de produção de 200.000 mil mudas de 72 tipos de árvores nativas da Mata Atlântica por ano. Espera-se que até 2012 a produção chegue a 3 milhões de mudas anuais de 80 tipos espécies nativas.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050879.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1213" style="margin: 5px;" title="Natureza Bela Team/Equipe" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050879-300x225.jpg" alt="Natureza Bela Team/Equipe" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Natureza Bela também realiza diversas atividades sócio/culturais/educativas que promove a conscientização ambiental e alternativas para geração de renda. Estas atividades incluem oficinas de teatro, de artesanato, de dança e a administração de um dos Pontos de Cultura da Bahia. O sucesso de uma de suas peças de teatro “Quando a Natureza é Bela” foi tanto, que levou a produção de revistas em quadrinhos abordando a mesma temática. As divertidas revistas em quadrinhos estão disponíveis para <em>download</em> gratuito no <a href="http://naturezabela.org.br/" target="_blank" class="broken_link">site da Natureza Bela</a>.</span></p>

<p><span lang="pt">Natureza Bela é para nós um exemplo de sucesso. Durante estes nove anos de atuação, passou de quatro voluntários para 10 funcionários e 22 voluntários, aumentou significativamente sua produção de mudas e o impacto sócio-ambiental de seus projetos.</span></p>

<p><span lang="pt">A cooperação é alma de seu sucesso. Seja a cooperação com outros parceiros, entre o jovens entusiasmados e os mais experientes na organização ou a promoção da cooperação entre homens e natureza. Não nos restou dúvidas, quando o assunto é a promoção do bem comum, 1+1 é sempre mais que 2!</span></p>

<p><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Fnatureza-bela&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Fnatureza-bela&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><!--<![endif]--><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Fnatureza-bela&amp;counturl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Fnatureza-bela&amp;count=none&amp;text=Criando%20um%20Corredor%20Ecol%C3%B3gico%20no%20Sul%20da%20Bahia" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Fnatureza-bela&amp;counturl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Fnatureza-bela&amp;count=none&amp;text=Criando%20um%20Corredor%20Ecol%C3%B3gico%20no%20Sul%20da%20Bahia" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><!--<![endif]--><a class="a2a_button_email" href="http://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Fnatureza-bela&amp;linkname=Criando%20um%20Corredor%20Ecol%C3%B3gico%20no%20Sul%20da%20Bahia" title="Email" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://almeidadohrn.com/wp-content/plugins/add-to-any/icons/email.png" width="16" height="16" alt="Email"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Fnatureza-bela&amp;title=Criando%20um%20Corredor%20Ecol%C3%B3gico%20no%20Sul%20da%20Bahia" id="wpa2a_6">Share</a></p> <p><a href="http://almeidadohrn.com/?flattrss_redirect&amp;id=1190&amp;md5=04cfdbb8e87399844c7912fe27afa088" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://almeidadohrn.com/wp-content/plugins/flattrss/img/flattr-badge-large.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Imagens da Bahia</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 12:09:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Stephan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Itabela]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
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		<category><![CDATA[Trancoso]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p> ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="500" height="400"><param name="flashvars" value="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fdohrn%2Fsets%2F72157624277773503%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fdohrn%2Fsets%2F72157624277773503%2F&#038;set_id=72157624277773503&#038;jump_to="></param><param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowFullScreen="true" flashvars="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fdohrn%2Fsets%2F72157624277773503%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fdohrn%2Fsets%2F72157624277773503%2F&#038;set_id=72157624277773503&#038;jump_to=" width="500" height="400"></embed></object></p>
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		<title>De Recife até Trancoso</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jul 2010 23:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador]]></category>
		<category><![CDATA[Trancoso]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050735.jpg"></a><span lang="pt">Depois de Gloria do Goitá passamos uma semana quase que de readaptação a vida moderna. Ficamos 4 dias em Recife, trabalhando muito e turistando pouco. Ficamos na casa da Dani e do Victor, um garoto de 8 anos muitíssimo especial que nos ensinou a ser criança de novo! Brincamos muito, de lutinha, de [...]<p><a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/bahia/recife-salvador-trancoso">De Recife até Trancoso</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050735.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1198" style="margin: 5px;" title="Farol da Barra, Salvador" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050735-300x225.jpg" alt="Farol da Barra, Salvador" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Depois de Gloria do Goitá passamos uma semana quase que de readaptação a vida moderna. Ficamos 4 dias em Recife, trabalhando muito e turistando pouco. Ficamos na casa da Dani e do Victor, um garoto de 8 anos muitíssimo especial que nos ensinou a ser criança de novo! Brincamos muito, de lutinha, de corrida e de figurinhas de futebol!</span></p>

<p><span lang="pt">Em seguida descemos para Salvador e chegamos a Bahia. Ah, a Bahia! Lugar de sonho e magia, paraíso de todos os mineiros&#8230; Visitamos velhos amigos, Adhemar e sua família, e nos embebedamos um pouco da energia baiana.</span></p>

<p><span lang="pt">Por um lado, Salvador é uma cidade como outra qualquer, com muitos problemas urbanos de poluição, saneamento, desemprego e pobreza. Nos pareceu também que anda um pouco mal cuidada, com uma aparência mais suja e desleixada do que das últimas vezes que estivemos lá. Contudo, o sincretismo religioso, a música, sua negritude, e as paisagens incríveis de seu litoral fazem de Salvador um lugar especial. Sempre vale a pena a visita!</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050803.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1199" style="margin: 5px;" title="Ahhhh Praia" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050803-300x225.jpg" alt="Ahhhh Praia" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Depois de Salvador, fomos para o sul da Bahia. Escolhemos Trancoso como nosso ponto de apoio. Ambos Stephan e eu não conhecíamos o vilarejo e ficava geograficamente no meio do caminho entre os lugares que gostaríamos de conhecer na região.</span></p>

<p><span lang="pt">Para aqueles que não conhecem, o sul da Bahia (ou o litoral Baiano como um todo) se encontra no imaginário da maioria dos brasileiros do sul e do sudeste como uma representação do paraíso. A imagem é a de uma região cheia de belezas naturais, muita festa no verão, ode a sensualidade e descanso. A imagem se confirma principalmente no verão.</span></p>

<p><span lang="pt">Para nós, foi interessante ter chegado ai no início do inverno e no final da viagem. Os vilarejos já estavam vazios e não havia tanta festa. Mesmo assim, todos os vilarejos que visitamos, Trancoso, Arraial d’Ajuda e Caraíva, em diferentes graus, conservavam a oferta de boa comida, bons lugares para ficar e natureza exuberante.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050871.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1200" style="margin: 5px;" title="Embora... Let's go home!" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/07/P1050871-225x300.jpg" alt="Embora... Let's go home!" width="225" height="300" /></a><span lang="pt">Durante nossa estada em Trancoso, sentimos que o inverno também havia chegado para nós. Já sentíamos vontade de voltar a ter uma rotina “normal” de trabalho. Havia chegado a hora de colocar em prática o que havíamos aprendido e de começar a nova etapa de nossas vidas.</span></p>

<p><span lang="pt">Mas não ficou por aí, faltava um último aprendizado. Uma das razões por que escolhemos ficar em Trancoso foi sua proximidade a Itabela/BA. Em Itabela está localizada o Grupo Ambiental Natureza Bela. Uma ONG que trabalha a conservação do meio ambiente e a promoção do desenvolvimento sustentável na região.</span></p>

<p><span lang="pt">Passamos nosso último dia da viagem aprendendo com eles uma lição de esperança e otimismo. O “desvio” até Itabela foi mais longe do que havíamos imaginado e quase desistimos. Tivemos que ficar cerca de 5 horas no ônibus para conversar com eles algumas horas, mas conhecê-los valeu a pena cada quilometro de estrada de terra! Os detalhes do que aprendemos com eles é o que contaremos em nosso próximo <em>post</em>, fique ligado!</span></p>

<p><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Frecife-salvador-trancoso&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Frecife-salvador-trancoso&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><!--<![endif]--><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Frecife-salvador-trancoso&amp;counturl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Frecife-salvador-trancoso&amp;count=none&amp;text=De%20Recife%20at%C3%A9%20Trancoso" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Frecife-salvador-trancoso&amp;counturl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Frecife-salvador-trancoso&amp;count=none&amp;text=De%20Recife%20at%C3%A9%20Trancoso" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><!--<![endif]--><a class="a2a_button_email" href="http://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Frecife-salvador-trancoso&amp;linkname=De%20Recife%20at%C3%A9%20Trancoso" title="Email" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://almeidadohrn.com/wp-content/plugins/add-to-any/icons/email.png" width="16" height="16" alt="Email"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fbahia%2Frecife-salvador-trancoso&amp;title=De%20Recife%20at%C3%A9%20Trancoso" id="wpa2a_14">Share</a></p> <p><a href="http://almeidadohrn.com/?flattrss_redirect&amp;id=1192&amp;md5=dda258e03f409e2c8f99c2f65d251926" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://almeidadohrn.com/wp-content/plugins/flattrss/img/flattr-badge-large.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Instituto Verde: criando empreendedores sociais em comunidades pobres</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 13:04:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecoxemplos]]></category>
		<category><![CDATA[Glória-do-Goitá]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050721.jpg"></a><span lang="pt">Em Glória do Goitá também conhecemos Vicente Roque, um dos fundadores do Instituto Verde (IV), uma organização sem fins lucrativos. Vincente, Carolina Magalhães (Presidente do Instituto) e Graça, arquiteta colaboradora do IV, nos mostraram um dos trabalhos que vem sendo apoiado por esta organização. </span></p> <p><span lang="pt">A Associação de Mulheres Empreendedoras Rurais de [...]<p><a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/pernambuco/instituto-verde">Instituto Verde: criando empreendedores sociais em comunidades pobres</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050721.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1176" style="margin: 5px;" title="Por-do-Sol em Palmeiras" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050721-300x225.jpg" alt="Por-do-Sol em Palmeiras" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Em Glória do Goitá também conhecemos Vicente Roque, um dos fundadores do Instituto Verde (IV), uma organização sem fins lucrativos. Vincente, Carolina Magalhães (Presidente do Instituto) e Graça, arquiteta colaboradora do IV, nos mostraram um dos trabalhos que vem sendo apoiado por esta organização. </span></p>

<p><span lang="pt">A Associação de Mulheres Empreendedoras Rurais de Palmeiras existe há quase um ano (foi fundada em 28 de julho de 2009) e atualmente trabalha em três frentes: a) produção de artesanato, b) cultivo de produtos orgânicos e c) ornamentação de rosas silvestres. Com o auxílio do IV, elas estão viabilizando a abertura de uma padaria para abastecer a comunidade.</span></p>

<p><span lang="pt">O primeiro grande desafio da Associação foi constituir-se como pessoa jurídica e assegurar que possuíam uma sede para trabalhar. O próximo passo é viabilizar a utilização da sede e definir os produtos que devem ser priorizados e as metas a serem alcançadas pelas associadas.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050725.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1174" style="margin: 5px;" title="Sede da Associacao" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050725-300x225.jpg" alt="Sede da Associacao" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Conversamos com Joselaine, presidente da associação, com Dona Anita, tesoureira e Suzanne, secretária. Todas concordaram que neste primeiro ano de trabalho o principal desafio foi organizar-se e a principal lição apreendida foi que 1+1 é mais que dois. Através do trabalho em conjunto aprendem umas com as outras e incrementam a produção de seus produtos e o efeito que seus serviços podem trazer a comunidade de Palmeiras.</span></p>

<p><span lang="pt">O IV foi instrumental para a criação e organização da Associação. Foi através de sua assistência jurídica e técnica que foi possível viabilizar sua constituição e sede em tão pouco tempo. Ainda, a assistência jurídica que continua sendo oferecida pelo IV, permite que o Direito seja usado por aqueles que normalmente não tem acesso a Justiça, desta forma as Associadas estão menos vulneráveis a brigas políticas locais.</span></p>

<p><span lang="pt">Atualmente o IV continua apoiando o trabalho destas mulheres e é um importante elemento conector entre as mulheres de Palmeiras e o resto do mundo. A comunidade de Palmeiras está muito isolada, existe apenas um telefone público e poucas opções de transporte para se chegar ao centros urbanos mais próximos, Glória do Goitá e Vitória do Santo Antão.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050730.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1175" style="margin: 5px;" title="Membros da Associacao" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050730-300x225.jpg" alt="Membros da Associacao" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Para encurtar este isolamento, o IV promove cursos e leva informações para as associadas na forma de livros e reportagens. Por exemplo, o IV viabilizou que três associadas ficassem 40 dias em Recife apreendendo a fazer pães para serem produzidos na futura padaria da Associação.</span></p>

<p><span lang="pt">O próximo objetivo é fazer com que a Associação seja economicamente independente e inspire o empreendedorismo também para outros moradores da comunidade. Nossa conversa com as Associadas e os integrantes do IV nos fez ter ainda mais certeza que em qualquer comunidade, mesmo as mais isoladas e pobres, com um pouco de boa vontade e disposição para ajudar se pode potencializar o capital humano ali presente e promover bem estar para todos!</span></p>

<p><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Finstituto-verde&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Finstituto-verde&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><!--<![endif]--><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Finstituto-verde&amp;counturl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Finstituto-verde&amp;count=none&amp;text=Instituto%20Verde%3A%20criando%20empreendedores%20sociais%20em%20comunidades%20pobres" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Finstituto-verde&amp;counturl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Finstituto-verde&amp;count=none&amp;text=Instituto%20Verde%3A%20criando%20empreendedores%20sociais%20em%20comunidades%20pobres" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><!--<![endif]--><a class="a2a_button_email" href="http://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Finstituto-verde&amp;linkname=Instituto%20Verde%3A%20criando%20empreendedores%20sociais%20em%20comunidades%20pobres" title="Email" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://almeidadohrn.com/wp-content/plugins/add-to-any/icons/email.png" width="16" height="16" alt="Email"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Finstituto-verde&amp;title=Instituto%20Verde%3A%20criando%20empreendedores%20sociais%20em%20comunidades%20pobres" id="wpa2a_18">Share</a></p> <p><a href="http://almeidadohrn.com/?flattrss_redirect&amp;id=1170&amp;md5=903cd6b3c4eae7705bb15a0f3f6e80e5" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://almeidadohrn.com/wp-content/plugins/flattrss/img/flattr-badge-large.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Multiplicando a vida: A Fundação Nacional do Pau Brasil</title>
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		<comments>http://almeidadohrn.com/lang/pt/pernambuco/funbrasil#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 14:54:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecoxemplos]]></category>
		<category><![CDATA[Glória-do-Goitá]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050708.jpg"></a><span lang="pt">Passamos o último final de semana do mês de abril visitando a sede da Fundação Nacional do Pau Brasil (FUNBRASIL), no Campo da Sementeira em Glória do Goitá/PE. Chegamos à Fundação por uma amiga que conhecemos em Tambaba, Marisa. Com Marisa sonhamos em voz alta sobre a possibilidade de trabalhar com reflorestamento e [...]<p><a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/pernambuco/funbrasil">Multiplicando a vida: A Fundação Nacional do Pau Brasil</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050708.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1159" style="margin: 5px;" title="Pau-Brasil" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050708-225x300.jpg" alt="Pau-Brasil" width="225" height="300" /></a><span lang="pt">Passamos o último final de semana do mês de abril visitando a sede da Fundação Nacional do Pau Brasil (FUNBRASIL), no Campo da Sementeira em Glória do Goitá/PE. Chegamos à Fundação por uma amiga que conhecemos em Tambaba, Marisa. Com Marisa sonhamos em voz alta sobre a possibilidade de trabalhar com reflorestamento e ela nos disse que tínhamos muito o que apreender com Ana Cristina, a atual presidente da FUNBRASIL.</span></p>

<p><span lang="pt">Ela estava coberta de razão. Ana Cristina, uma mulher de personalidade forte com um coração cheio de solidariedade nos recebeu em sua casa e nos contou um pouco da história da FUNBRASIL e de seus desafios futuros. Ela também nos presenteou com a oportunidade de conhecer e ver de perto o Pau-Brasil, a árvore nacional que inspirou o nome do nosso país e nos fez <em>brasileiros</em>!</span></p>

<p><span lang="pt">Fizemos tudo isto regados a boa comida (bacalhau, galinha caipira, k-baby, farofa de jerimum, etc.), boa conversa e boa música. Escutamos muito Forró Pé de Serra e chegamos até a conhecer um autêntico festival de sanfoneiros! Uma maravilha!</span></p>

<p><span lang="pt">Bem, voltando a FUNBRASIL. A FUNBRASIL é fruto da paixão do pai de Ana Cristina, o Prof. Roldão pelo Pau-Brasil. Considerado por muitos o Apóstolo do Pau-Brasil, ele dedicou toda sua vida para protegê-lo. Em 1970 iniciou o Movimento em Defesa do Pau-Brasil que foi acolhido dois anos mais tarde pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O Movimento ganhou forca, e em 1978, conseguiu que o Pau-Brasil fosse reconhecido pela Lei Federal &#8211; 6.607/78 como árvore nacional. A FUNBRASIL é conseqüência deste movimento.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050716.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1160" style="margin: 5px;" title="Ana Cristina" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050716-300x225.jpg" alt="Ana Cristina no Museo do Pau-Brasil" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Criada em 1988, ela produz sistemática e continuamente mudas de Pau-Brasil e outras espécies nativas da Mata Atlântica (com uma capacidade de 150.000/200.000 por ano), promove o reflorestamento e educação ambiental e oferece conhecimentos práticos nas disciplinas de Geografia, História e Ecologia ligadas ao Pau-Brasil. Na sede da FUNBRASIL também é possível conhecer o memorial permanente do Pau-Brasil, fazer trilhas ecológicas por entre árvores nativas e conhecer o roteiro histórico-cultural do Pau-Brasil.</span></p>

<p><span lang="pt">Enquanto desfrutávamos de todas estas atividades, Ana Cristina deixava escapar alguns conceitos importantes sobre o reflorestamento e as lições que apreendera com seu pai e na prática. A primeira delas é a importância do conhecimento prático sobre a matéria prima de trabalho, mais de uma vez ela nos disse que para reflorestar “o importante é a planta!”</span></p>

<p><span lang="pt">Com esta frase que parece óbvia, ela faz um protesto contra a quantidade de recursos gastos em discussões sobre política, modelos, organização de conferências, em comparação com o recursos investidos para aprender sobre as plantas mesmo. Ela apela para a necessidade de produzir/disseminar conhecimento sobre qual a melhor técnica para recolher a semente, qual é o período de germinação, qual a melhor época do ano para se plantar as mudas, etc., etc..</span></p>

<p><span lang="pt">Aprender mais sobre as plantas é muito vantajoso para quem quer preservar pois pode gerar maior eficiência para reflorestar em termos de tempo e quantidade de plantas que alcançam maturidade e trazer respostas para tornar a preservação economicamente viável.</span></p>

<div id="attachment_1162" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050731.jpg"><img class="size-medium wp-image-1162 " style="margin: 5px;" title="Tinta do Pau-Brasil" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050731-300x225.jpg" alt="Tinta do Pau-Brasil" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Pau-Brasil: Making color/ Fazendo tinta</p></div>
<p><span lang="pt">Por exemplo, depois de vários anos de trabalho com o Pau-Brasil, a FUNBRASIL descobriu que uma das espécies desta planta tem o desenvolvimento de seu cerne mais rápido do que outras. Esta espécie, já aos 17 anos (e não com mais de 30 anos como se pensava) pode ser utilizada para produção de arcos de violino, uma das principais razões para sua exploração.</span></p>

<p><span lang="pt">Outra lição que aprendemos com Ana Cristina é a importância de estabelecer uma relação direta com a terra para se tomar consciência da necessidade de proteger, em especial no caso das crianças. Ela gosta de lembrar seus estudantes que atualmente “agimos como crianças que os pais (árvores) as cuidam, limpam suas fraudas, dão de comer e quando crescem se voltam e matam seus pais” e que devemos mudar.</span></p>

<p><span lang="pt">Desde o falecimento do Prof. Roldão, a FUNBRASIL enfrenta dificuldades para manter o trabalho vivo. Muitos parceiros antigos conectavam a existência da FUNBRASIL à pessoa do Prof. Roldão e deixaram de apoiar seus trabalhos após sua morte. Além disso, muito dos recursos investidos na FUNBRASIL para defesa do Pau-Brasil e outras árvores nativas vinham diretamente das rendas mensais do professor que já não estão mais disponíveis.</span></p>

<p><span lang="pt">A luta por recursos esbarra na burocracia do setor público e na falta de capital humano para auxiliar com os assuntos burocráticos. Apesar de todos estes desafios, saímos de lá com a certeza de que a FUNBRASIL é dona de um capital enorme que deve ser valorizado. Esta fundação tem o conhecimento técnico e a capacidade para produzir milhares de mudas de Pau-Brasil, Aroeiras, Cajás, Ipês, Ingás, Pau-de Jangada e outros 30 tipos de árvores nativas da Mata Atlântica.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050718.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1161" style="margin: 5px;" title="Na sede da FUNBRASIL" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/06/P1050718-300x225.jpg" alt="Na sede da FUNBRASIL" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Os próximos desafios da Fundação incluem vencer o isolamento que se encontra atualmente e conseguir parceiros alternativos ao setor público. Estas parcerias podem promover sua inserção no mundo eletrônico e no novo mercado da vida que está emergindo com o arrocho da legislação ambiental e da consciência para a necessidade de preservação.</span></p>

<p><span lang="pt">As mudas de árvores nativas estão disponíveis para empresas e indivíduos que queiram ou precisam reflorestar. Caso você tenha interesse em adquirir mudas ou sementes de Pau-Brasil ou outras espécies raras da Mata Atlântica, contribuir ou conhecer a Fundação entre em contato com Ana Cristina através do e-mail (funbrasil [at] yahoo.com.br) ou no telefone ((081) 9909-2934).</span></p>

<blockquote><p><span lang="pt">“A natureza é anti-capitalista porque ela investe o máximo possível, durante um longo período de tempo, para que pelo menos um indivíduo possa sobreviver. Enquanto o capitalismo prega o menor investimento possível, no menor espaço de tempo, para obter o máximo de retorno possível.”</span></p></blockquote>

<p><strong><span lang="pt">Mais informações: </span></strong></p>
<ul>
<li><span lang="pt"><a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/paubrasil/cap4/curiosidades.htm" target="_blank">Curiosidades sobre o Pau-Brasil</a></span></li>
<li><span lang="pt"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caesalpinia_echinata" target="_blank">Artigo no Wikipedia</a><br />
</span></li>
</ul>
<p><strong></strong></p>

<p><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Ffunbrasil&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Ffunbrasil&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><!--<![endif]--><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Ffunbrasil&amp;counturl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Ffunbrasil&amp;count=none&amp;text=Multiplicando%20a%20vida%3A%20A%20Funda%C3%A7%C3%A3o%20Nacional%20do%20Pau%20Brasil" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Ffunbrasil&amp;counturl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Ffunbrasil&amp;count=none&amp;text=Multiplicando%20a%20vida%3A%20A%20Funda%C3%A7%C3%A3o%20Nacional%20do%20Pau%20Brasil" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><!--<![endif]--><a class="a2a_button_email" href="http://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Ffunbrasil&amp;linkname=Multiplicando%20a%20vida%3A%20A%20Funda%C3%A7%C3%A3o%20Nacional%20do%20Pau%20Brasil" title="Email" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://almeidadohrn.com/wp-content/plugins/add-to-any/icons/email.png" width="16" height="16" alt="Email"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fpernambuco%2Ffunbrasil&amp;title=Multiplicando%20a%20vida%3A%20A%20Funda%C3%A7%C3%A3o%20Nacional%20do%20Pau%20Brasil" id="wpa2a_22">Share</a></p> <p><a href="http://almeidadohrn.com/?flattrss_redirect&amp;id=1156&amp;md5=5b20160b00d189a6dbcf28636424f296" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://almeidadohrn.com/wp-content/plugins/flattrss/img/flattr-badge-large.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A comunidade de Tambaba</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 19:41:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecoxemplos]]></category>
		<category><![CDATA[Paraíba]]></category>
		<category><![CDATA[Litoral Sul]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050645.jpg"></a><span lang="pt">Tambaba tem hoje 4 casas, 2 pousadas e um Assentamento de Trabalhadores Rurais. Parte da nossa escolha por este lugar se deu justamente porque nos encantamos com a boa energia deste assentamento. Ali sentimos um ar de comunidade e simplicidade especial que esperamos poder fazer parte no futuro.</span></p> <p><span lang="pt">Durante nossa última visita [...]<p><a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/paraiba/trabalhadores-rurais-tambaba">A comunidade de Tambaba</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050645.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1145" style="margin: 5px;" title="Algums Fundadores do Assentamento" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050645-300x225.jpg" alt="Algums Fundadores do Assentamento" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Tambaba tem hoje 4 casas, 2 pousadas e um Assentamento de Trabalhadores Rurais. Parte da nossa escolha por este lugar se deu justamente porque nos encantamos com a boa energia deste assentamento. Ali sentimos um ar de comunidade e simplicidade especial que esperamos poder fazer parte no futuro.</span></p>

<p><span lang="pt">Durante nossa última visita a Tambaba, aproveitamos para nos apresentar e conhecer algumas das famílias que vivem ali e fomos recebidos de braços abertos. Escutamos suas histórias, fomos cativados por sua solidariedade, aprendemos com sua determinação e nos sentimos impotentes diante de muitas normas e políticas perpetuadoras de desigualdade que ainda existem neste país.</span></p>

<p><span lang="pt">Para nós que somos acostumados a ler e ouvir críticas ferrenhas contra movimentos sociais em prol da reforma agrária na mídia nacional, conhecer as famílias de Tambaba foi muito esclarecedor. Passamos a compreender a <strong>dimensão humana </strong>desta luta e percebemos que poderíamos estar do outro lado (dos assentados) se não tivéssemos tido a sorte de ganhar na loteria do nascimento e nascer em famílias onde nunca se faltou nada.</span></p>

<p><span lang="pt">Decidimos compartilhar com vocês a história que ouvimos em entrevistas que fizemos ao moradores do Assentamento Rural de Tambaba. Os fatos descritos abaixo se baseiam exclusivamente nos relatos feitos durante estas entrevistas. Temos esperanças de que ao contar esta história, poderemos ajudá-los a angariar apoio para fazer a máquina pública agir a seu favor.</span></p>

<p><span lang="pt">Há quase 20 anos os trabalhadores rurais de Tambaba esperam pela obtenção do título de propriedade coletivo da terra que já lhes foi concedido em todas as instâncias judiciais. A falta deste título gera dificuldades de acesso a apoio privado e público. Mais importante, os assentados continuam vulneráveis frente a interesse locais que os vêem como obstáculo ao desenvolvimento.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/Assentamento-Tambaba.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1143" style="margin: 5px;" title="Assentamento Tambaba" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/Assentamento-Tambaba-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a><span lang="pt">Em 1986, 64 famílias de trabalhadores rurais da região decidiram que já não queriam mais trabalhar em condições inóspitas e que lutariam por um pedaço de terra próprio. Segundo José, a decisão de batalhar por um pedaço de terra veio de um “<strong>despertar”</strong> promovido pelos agentes da <a href="http://www.cptpe.org.br/index.php" target="_blank">Comissão da Pastoral da Terra (CPT)</a>, um órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).</span></p>

<p><span lang="pt">Os agentes da CPT os educaram sobre seus direitos e esclareceram que terras improdutivas (terras que não cumprem sua função social conforme descrito na Constituição Federal) poderiam ser redistribuídas como parte da reforma agrária. A CPT garantiu o apoio de movimentos nacionais e internacionais, além de auxiliá-los na articulação política necessária para que estas terras fossem transferidas para seu nome.</span></p>

<p><span lang="pt">Foi assim que estas famílias chegaram ao local onde hoje está localizado o assentamento. Em Tambaba, como em grande parte dos casos de disputa por terra, eles foram recebidos de forma violenta. Os antigos proprietários e herdeiros do latifúndio improdutivo tinham o apoio da polícia local para removê-los de lá. Conforme nos contou Luiza, uma assentada fundadora, quando os policiais e mercenários chegavam ao assentamento, os trabalhadores rurais temiam por suas vidas e pela vida de seus filhos.</span></p>

<p><span lang="pt">Nestes episódios, que se repetiram diversas vezes, os assentados perdiam tudo que tinham (e já era pouco) e eram obrigados a recomeçar do zero novamente. Passavam-se tratores em cima de suas lavouras desfazendo trabalhos de semanas. Derrubavam-se suas casas, que na época eram barracos feitos de lona e madeira (algumas foram queimadas mais de cinco vezes). Até a casa de farinha, essencial para processar a mandioca e o milho e garantir a alimentação de suas famílias foi queimada e derrubada.</span></p>

<p><span lang="pt">As dificuldades desta época foram tantas, que das 64 famílias que originalmente chegaram, apenas 18 ficaram. Quando perguntamos para eles porque decidiram ficar, a resposta foi unânime: _ nós não tínhamos nenhum outro lugar para ir, não havia outra opção!</span></p>

<p><span lang="pt">Em 1992, após 6 anos, cinco tentativas de despejos, várias manifestações em frente ao Palácio da Redenção (sede do Governo da PB) e inúmeras negociações com o Governo do Estado, ficou acordado que a terra ocupada seria desapropriada e transferida para os trabalhadores rurais.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050642.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1144" style="margin: 5px;" title="Casa de Farinha" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050642-300x225.jpg" alt="Casa de Farinha" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Desde então, iniciou-se um longo processo de desapropriação que ainda não se concluiu. Hoje, quase 20 anos depois, já não há mais possibilidades de recorrer à Justiça sobre a decisão de desapropriar ou sobre o valor devido como indenização. <strong>O único passo necessário para resolver a situação dos trabalhadores rurais de Tambaba é o pagamento da última parcela </strong>da indenização devida aos ex-proprietários do terreno pelo Governo da Paraíba. O precatório foi enviado ao Governo do Estado no dia 11/06/2003 e ainda não foi pago. Em outras palavras, falta vontade política!</span></p>

<p><span lang="pt">A falta do título de propriedade coletiva gera uma série de conseqüências negativas para os moradores do assentamento. Como eles ainda não tem o título de propriedade, eles têm acesso restrito a alguns dos programas sociais e econômicos dos governos, a obtenção de crédito e a assistência técnica. Ainda, a falta do título de propriedade preocupa os trabalhadores rurais de Tambaba porque isto os deixa vulneráveis contra aqueles que os vêem como empecilho ao turismo ou a exploração imobiliária da terra ocupada por eles.</span></p>

<p><span lang="pt">O assentamento ocupa uma área que hoje é considerada nobre: seus quase 100ha são  cortados por uma das principais rodovias do estado, a PB008; e ele está localizado próximo a beira-mar entre as Praias de Coqueirinho e Tambaba, duas das principais praias do litoral sul do estado.</span></p>

<p><span lang="pt">Nós discordamos da visão que crê que o assentamento de Tambaba é uma barreira para o turismo na região. Acreditamos que a comunidade dos trabalhadores rurais de Tambaba representa um grande capital humano que deve ser aproveitado. O turismo deve ser desenvolvido <strong>com</strong> eles, e <strong>não apesar</strong> deles. Eles podem ser instrumentais no abastecimento de hortifrutos paras pousadas locais, bem como podem diversificar as atrações para os turistas, oferecendo feiras de artesanato, restaurantes de comida caseira, entre várias outras possibilidades.</span></p>

<p><span lang="pt">Não falta vontade dos moradores para colocar estas idéias em prática. Conversando com Sólon, presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais de Tambaba, ele nos contou que a maioria deles sonham em ser seus próprios patrões e vêm o turismo como uma grande oportunidade. Contudo, sempre esbarram nas dificuldades potencializadas pela falta do título de propriedade: falta de acesso ao crédito e apoio político.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050663.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1146" style="margin: 5px;" title="Tentativa Projeto Mandala" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050663-300x225.jpg" alt="Tentativa Projeto Mandala" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Um exemplo claro disto, é a dificuldade que encontram para resolver o problema da falta de água para irrigação. Como não tem acesso a crédito e contam com pouco apoio dos políticos locais não conseguem viabilizar a construção de um segundo poço de água. Hoje a comunidade é abastecida por um poço com uma bomba de sucção que somente dispõe de energia suficiente para bombear água para o consumo doméstico.</span></p>

<p><span lang="pt">Como decorrência disto, os agricultores de Tambaba podem plantar em larga escala apenas na época das chuvas (entre maio e novembro); e o cultivo é restrito às culturas que dependem de pouca água, como a macaxeira, o milho e o inhame. Assim, a grande maioria dos moradores do Assentamento Rural de Tambaba, além de trabalhar como agricultor(a), precisa exercer outras atividades, como caseiros, cozinheiras, pedreiros e vigias para garantir o sustento de suas famílias.</span></p>

<p><span lang="pt">Enfim, depois de 24 anos e o direito de propriedade obtido na justiça, os trabalhadores rurais de Tambaba continuam esperando que o Judiciário, o Governo da Paraíba e a Prefeitura do Conde cumpram seu dever de<strong> </strong>garantir que o último pagamento do precatório seja feito e que os assentados recebam finalmente o título coletivo de propriedade de suas terras. O assentados também almejam que juntamente com a prefeitura municipal, o governo do estado apóie sua inserção no desenvolvimento do turismo local, ajudando-os na construção de um novo poço, apoiando suas iniciativas e capacitando-os quando necessário.</span></p>

<p><span lang="pt">Os políticos locais, os comerciantes e os empresários que vêem o assentamento como um obstáculo, devem perceber que os trabalhadores rurais estão lá para ficar. Assim, não auxiliá-los a crescer criaria apenas um bolsão de pobreza em meio a uma área de grande potencial turístico. Isto, por sua vez, seria contra produtivo para o desenvolvimento da região, uma vez que afastaria os turistas e os investidores. Esperamos que contar esta estória possa ajudar a abrir um diálogo construtivo que permita encontrar projetos em conjunto. Se isto for feito, temos certeza de que todos sairão ganhando!</span></p>

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		<title>Uma semana em Tambaba, por Leisa Amaral</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 21:07:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paraíba]]></category>
		<category><![CDATA[Litoral Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Leisa]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050619.jpg"></a><span lang="pt">Quando a Nanda e o Stephan começaram a me descrever o conceito do “Suficiente” já fiquei bastante impressionada. Em geral não conhecemos muita gente que escolhe os princípios pelos quais deseja viver; além disso, ver que um ideal pode ser concretizado é sempre surpreendente. E foi isso que eles escolheram fazer: ter um [...]<p><a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/paraiba/leisa-tambaba">Uma semana em Tambaba, por Leisa Amaral</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050619.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1133" style="margin: 5px;" title="Nanda e Leisa" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050619-300x225.jpg" alt="Nanda e Leisa" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Quando a Nanda e o Stephan começaram a me descrever o conceito do “Suficiente” já fiquei bastante impressionada. Em geral não conhecemos muita gente que escolhe os princípios pelos quais deseja viver; além disso, ver que um ideal pode ser concretizado é sempre surpreendente. E foi isso que eles escolheram fazer: ter um estilo de vida de acordo com seus ideais. Tudo ainda um pouco abstrato&#8230; até que recebo um e-mail da Nanda: compramos o terreno! E aquela idéia mais fácil de entender, “vamos construir uma pousada”, tinha se transformado num projeto de reflorestamento no Sul da Paraíba. Como admiro esses meus amigos aventureiros! Eu simplesmente tinha que ir lá conferir essa empreitada! </span></p>

<p><span lang="pt">Em abril eu teria uma semana de recesso das aulas e poderia – por que não? – zarpar para a Paraíba. A praia de naturismo em Tambaba me intrigava. As fotos das falésias me convenceram a viajar. E lá fui eu encontrar meus amigos!</span></p>

<p><span lang="pt">Já adianto que não animei a ir para a praia de naturismo. Concluí rapidamente que estou muito bem adaptada a essa nossa sociedade vestida. Mas eu e a Nanda fomos bem pertinho da praia&#8230; para virar na direção contrária e andar alguns quilômetros ao longo da praia vizinha.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050621.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1137" style="margin: 5px;" title="Mar e Falesias" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050621-300x226.jpg" alt="Mar e falesias" width="300" height="226" /></a><span lang="pt">O máximo que eu conhecia do Nordeste era a Bahia. Gente, como o Sul da Paraíba é lindo, fiquei encantada. O mar é verde clarinho e calmo, as falésias são muito maravilhosas, de um alaranjado intenso &#8211; e não há barraquinhas na praia! As praias são desertas e limpas, o silêncio e a calma imperam. Só em Coqueirinho há uma barraquinha ou outra. Para quem não fica sem uma cerveja ou ao menos uma água de coco, tem o Art Bar perto do mangue de Tabatinga, mas tão integrado ao ambiente que mal se nota – e quando entramos no lugar, tem esculturas e quadros, criando um clima muito legal.</span></p>

<p><span lang="pt">A Art Residence dos novos amigos do Stephan e da Nanda é um capítulo à parte: é uma das quatro casas de Tambaba, em um grande terreno cercado por paredes ilustradas, com um jardim planejado e encantado. É precioso o silêncio de não se ter nenhum vizinho em volta, só o verde a cobrir a linha do mar. É nessa região que o Stephan e a Nanda planejam construir uma residência. Caminhamos pelas ruas de terra até chegar à beira das falésias e avistamos um verdadeiro espetáculo.  As falésias emolduram o mar, coberto de prata, com uma lua imensa à nossa frente. Parece realidade virtual (sem photoshop!), mas sentindo a brisa salgada e fresca batendo na nossa cara.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050678.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1135" style="margin: 5px;" title="Creperia dos Mundos " src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050678-300x225.jpg" alt="Creperia dos Mundos " width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Ficamos em uma pousada em Tabatinga, bem perto de Tambaba. Na creperia do local experimentei os crepes mais deliciosas que comi em muito tempo, acompanhados pelas estórias engraçadas das proprietárias, pelas risadas, pela liberdade dos filhos que vivem lá.</span></p>

<p><span lang="pt">No fim de semana, conhecemos os hóspedes simpaticíssimos de Recife e Campina Grande. Todos, sem exceção, foram muito alegres e amáveis, o que realmente chamou minha atenção, eu, acostumada ao asfalto de BH e esquecida da reputação dos brasileiros de ser um povo cordial.</span></p>

<p><span lang="pt">Fomos a uma reunião com integrantes da Associação dos Trabalhadores Rurais de Tambaba. Também me marcou a história daquelas famílias, que procuram viver da agricultura familiar e lutam há anos pela propriedade da terra, onde eles vivem. É uma verdadeira comunidade, com uma trajetória pungente e semelhante à história de muitos brasileiros. Haverá justiça?</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050696.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1136" style="margin: 5px;" title="Festa na mata" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050696-300x225.jpg" alt="Festa na mata" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Como não podia faltar, fizemos uma festa de inauguração do terreno da Nanda e do Stephan. Foi um picnic com os novos amigos &#8211; como são sociáveis esses dois, em pouco tempo já têm uma turma de amigos! Lá estavam a casinha simpática, a mata nativa exuberante, a promessa de um futuro&#8230;</span></p>

<p><span lang="pt">Agradeço muito a esses preciosos amigos pela oportunidade de viver essa experiência e de compartilhar com eles a construção desse projeto. Relembro uma das minhas citações favoritas, de Joseph Campbell, que tem me acompanhado e nunca foi tão verdadeira: &#8220;Pondo-se no encalço da sua bem-aventurança, você se coloca numa espécie de trilha que esteve aí o tempo todo, à sua espera. E a vida que você tem de viver é essa mesma que você está vivendo. Onde quer que esteja &#8211; se estiver no encalço da sua bem-aventurança, estará desfrutando aquele frescor, aquela vida intensa dentro de você, o tempo todo.”</span></p>

<p>Leísa Amaral</p>
<p><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fparaiba%2Fleisa-tambaba&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fparaiba%2Fleisa-tambaba&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><!--<![endif]--><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fparaiba%2Fleisa-tambaba&amp;counturl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fparaiba%2Fleisa-tambaba&amp;count=none&amp;text=Uma%20semana%20em%20Tambaba%2C%20por%20Leisa%20Amaral" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fparaiba%2Fleisa-tambaba&amp;counturl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fparaiba%2Fleisa-tambaba&amp;count=none&amp;text=Uma%20semana%20em%20Tambaba%2C%20por%20Leisa%20Amaral" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><!--<![endif]--><a class="a2a_button_email" href="http://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fparaiba%2Fleisa-tambaba&amp;linkname=Uma%20semana%20em%20Tambaba%2C%20por%20Leisa%20Amaral" title="Email" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://almeidadohrn.com/wp-content/plugins/add-to-any/icons/email.png" width="16" height="16" alt="Email"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Falmeidadohrn.com%2Flang%2Fpt%2Fparaiba%2Fleisa-tambaba&amp;title=Uma%20semana%20em%20Tambaba%2C%20por%20Leisa%20Amaral" id="wpa2a_30">Share</a></p> <p><a href="http://almeidadohrn.com/?flattrss_redirect&amp;id=1089&amp;md5=375274e80a04a15f607ceb4edf3446c3" title="Flattr" target="_blank"><img src="http://almeidadohrn.com/wp-content/plugins/flattrss/img/flattr-badge-large.png" alt="flattr this!"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Natureza para todos: Santuário Ecológico de Pipa</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 00:15:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecoxemplos]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Tibau do Sul - Pipa]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P10504041.jpg"></a><span lang="pt">Saindo de Fernando de Noronha passamos alguns dias em Natal/RN. A Dani e o Juan Miguel, amigos de uma grande amiga da faculdade aceitaram nos receber. Com eles passamos dias maravilhosos de muita conversa boa e descanso de turismo. Vivemos três dias “normais”, trabalhando no computador, cozinhando em casa e curtindo a tranquilidade [...]<p><a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/rio-grande-do-norte/santuario-pipa">Natureza para todos: Santuário Ecológico de Pipa</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P10504041.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1077" style="margin: 5px;" title="Santuário Ecológico Pipa" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P10504041-300x225.jpg" alt="Santuário Ecológico Pipa" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Saindo de Fernando de Noronha passamos alguns dias em Natal/RN. A Dani e o Juan Miguel, amigos de uma grande amiga da faculdade aceitaram nos receber. Com eles passamos dias maravilhosos de muita conversa boa e descanso de turismo. Vivemos três dias “normais”, trabalhando no computador, cozinhando em casa e curtindo a tranquilidade de não ter que conhecer nada.</span></p>

<p><span lang="pt">Em Natal a grande atração foi conhecer David Hassett o guardião do <a href="http://www.ecopipa.com.br/" target="_blank">Santuário Ecológico de Pipa</a>. Conversamos com ele sobre o Santuário e os desafios que existem para realizar o sonho de encontrar um equilíbrio entre homem e natureza. Durante nosso encontro, David nos fez um convite para não sermos derrotistas e sempre ter esperanças para defender nossa visão do mundo. Ele não foi um derrotista, e hoje, apesar de sentir que não alcançou tudo o que queria, certamente contribuiu com sua parte.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050373.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1076" style="margin: 5px;" title="Vista do Mar" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050373-300x225.jpg" alt="Vista do Mar" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Quando adquiriu o Santuário há quase 30 anos, David sonhava que poderia manter Pipa um lugar rústico e preservado. Ele não conseguiu conter o desenvolvimento da região (ex: o último Plano Diretor da cidade destinou a grande parte do município a expansão urbana), porém seu comprometimento com os futuros visitantes de Pipa e a vida ali presente, fez com que todos os que hoje vão a Pipa possam apreciar parte da fauna e flora originais.</span></p>

<p><span lang="pt">O Santuário Ecológico de Pipa conservou cerca de 90 hectares de Mata Atlântica e garantiu que a praia da Baia dos Golfinhos e parte da Praia do Madeiro continuasse quase selvagem. Além de conservar, o Santuário também <a href="http://www.ecopipa.com.br/programaseducacionais.html" target="_blank">oferece atividades de educação ambiental para escolas públicas e privadas</a> e abre seu espaço para o desenvolvimento de pesquisas científicas. Alguns dos pesquisadores que passaram por lá pesquisaram desde mutucas e lagartixas até a geologia e geodinâmica das falésias. Recentemente uma destas pesquisas resultou na descoberta de uma espécie de pássaro nunca antes registrada. Hoje, o principal projeto de pesquisa desenvolvido no Santuário é o <a href="http://www.tamar.org.br/index.php" target="_blank">Projeto Tamar realizado em parceria com o ICMBio</a>.</span></p>

<p><span lang="pt">A principal fonte de recursos do Santuário é a taxa cobrada para visitação. Visitantes pagam uma taxa de R$5,00 e podem fazer diversas trilhas educativas sobre a Mata Atlântica e apreciar vistas de tirar o fôlego da Baia dos Golfinhos e da Praia do Madeiro, entre outras. Se estiverem com sorte, os visitantes podem chegar a ver algum membro da fauna do local. Nós vimos uma família de Jacu quando caminhávamos na trilhas e várias tartarugas marinhas quando paramos no Mirante das Tartarugas!</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050368.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1075" style="margin: 5px;" title="Jacu" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050368-300x225.jpg" alt="Jacu" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Os recursos arrecadados com os visitantes são suficientes apenas para a manutenção do Santuário e não sobram para fazer investimentos para melhorias. Segundo David, os desafios para conseguir mais recursos são muitos. Por um lado, as parcerias com o setor público, apesar de necessárias, na maioria das vezes se dão por curto prazo e de forma não sistemática, dificultando assim a obtenção de resultados significativos. Por outro lado, o Santuário não conseguiu arrecadar muitos fundos no mercado privado. Tentou-se explorar sem sucesso o mercado de mudas e sementes nativas. Atualmente, o Santuário avalia a alternativa de converter as pesquisas isoladas em pesquisas sistematizadas, de forma a facilitar o aumento de parcerias institucionais.</span></p>

<p><span lang="pt">David também se preocupa com o futuro do Santuário. Pensando em assegurar que o Santuário continue existindo por muitos anos mais, ele decidiu transferir os direitos de propriedade e sua administração a uma fundação que será criada para cuidar do Santuário. Esta fundação será composta de pelo menos 23 amigos e ambientalistas, dos quais vários deles compõem órgãos ambientais importantes como o ICMBio e o IDEMA (órgão ambiental do Rio Grande do Norte), enquanto outros são moradores de Pipa que exercem variadas funções.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050367.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1074" style="margin: 5px;" title="Trilha - Trail" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050367-300x225.jpg" alt="Trilha - Trail" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Para além do Santuário, também conversamos muito sobre o desenvolvimento de Pipa ao longo dos anos que David esteve aí. Ele relata com tristeza que o Chapadão, uma falésia situada no fim da Praia do Amor, antes era composta por formações rochosas irregulares e raras e hoje é um terreno plano. Um trator destruiu todas as formações rochosas que existiam ali para facilitar o acesso de visitantes e construção civil. Ele também nos contou com pesar, que as áreas localizadas à beira da falésia, que guardam uma linda vista do litoral, hoje são, em sua grande maioria, de propriedade privada e de acesso restrito.</span></p>

<p><span lang="pt">O relato de David sobre o desenvolvimento de Pipa, e o fato de que áreas como a do Santuário são exceção e <em>Resorts</em> são a regra, confirmam o que estamos descobrindo nesta viagem: <strong>natureza é luxo</strong>. Para desfrutar da natureza o cidadão tem que pagar caro, no caso de Pipa, o custo é a diária de um dos <em>Resorts</em> ou pousadas.</span></p>

<p><span lang="pt">Não deveria ser assim. Como bem nos lembrou David, a zona à beira-mar é patrimônio da União. Como tal, a União deveria garantir o acesso de todos e proteger a beleza que cobre/cobria o litoral do Brasil para apreciação de <strong>todos</strong>. Infelizmente, o governo prefere vender estas terra para exploração de poucos e arrecadar fundos com a taxa de ocupação!</span></p>

<p><span lang="pt">Enfim, com David e o Santuário aprendemos que não podemos mudar o mundo sozinhos, mas podemos nos esforçar ao máximo para fazer nossa parte, David certamente fez a sua. E você?</span></p>

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		<title>Maravilhoso mundo subaquático</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 18:58:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando de Noronha]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[oceano]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/IMG_7583.jpg"></a><span lang="pt">Em Fernando de Noronha todo mundo vira um pouco peixe. Acreditem se quiser, mas encerrei nosso último dia de praia na ilha com as pernas entre os braços, boiando nas águas e cochilando com o ninar do movimento das águas. Isto mesmo, me senti tão confortável naquele mundo subaquático que acabou sendo natural [...]<p><a href="http://almeidadohrn.com/lang/pt/pernambuco/fernando-de-noronha">Maravilhoso mundo subaquático</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/IMG_7583.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1045" style="margin: 5px;" title="Cochilando" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/IMG_7583-300x225.jpg" alt="Cochilando - Sleeping" width="240" height="180" /></a><span lang="pt">Em Fernando de Noronha todo mundo vira um pouco peixe. Acreditem se quiser, mas encerrei nosso último dia de praia na ilha com as pernas entre os braços, boiando nas águas e cochilando com o ninar do movimento das águas. Isto mesmo, me senti tão confortável naquele mundo subaquático que acabou sendo natural descansar por ali mesmo!</span></p>

<p><span lang="pt">Fernando de Noronha é um arquipélago composto por 21 ilhas. Está localizado a 525km de Recife e 350km de Natal. Setenta por cento deste arquipélago é protegido pelo Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e trinta por cento é regulado por uma Área de Proteção Ambiental. Em 2002 foi declarado <a href="http://whc.unesco.org/en/list/1000" target="_blank">patrimônio natural da humanidade pela UNESCO</a> devido sua grande biodiversidade. Aqui é também considerado um dos melhores pontos de mergulho do mundo, com águas cristalinas e visibilidade de até 50m.</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050419.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1044" style="margin: 5px;" title="Sunset - Pôr-do-sol Boldró" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050419-300x225.jpg" alt="Sunset - Pôr-do-sol Boldró" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">A paisagem na ilha é de fato linda, mas nada muito diferente do que se vê em outros lugares preservados. Porém, o que faz este lugar ser tão especial é que aqui é fácil desvendar parte do grande mistério da vida no mar. Além de paisagems subaquáticas incríveis com muitos corais coloridos, os animais se sentem confortáveis em nossa companhia e muitas vezes se aproximam curiosos para saber quem são esses seres alienígenas com máscaras de mergulho e snorkel. Pode ser que porque são protegidos, se acostumaram a se sociabilizar com os seres humanos.</span></p>

<p><span lang="pt">Passamos uma semana aqui acompanhados da minha mãe e meu irmão Daniel. Foi uma semana maravilhosa em que vimos ao vivo e a cores mais de treze tipos de peixes ornamentais, dois tipos de arraias, tubarões bebes, tartarugas marinhas de diversos tamanhos e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Golfinho-rotador" target="_blank">golfinhos-rotadores</a>! Isto sem contar os corais coloridos, ouriços brancos e algas que juntos formam uma floresta marinha que permite o desenvolvimento e crescimento de toda esta vida.</span></p>

<p><span lang="pt">Como estávamos acompanhados da família fizemos quase todos os programas disponíveis. Dona Patrícia vestiu a roupa de aventureira e também não hesitou em participar de todas as aventuras e quase virou peixinho!</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050478.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1043" style="margin: 5px;" title="Baia dos Porcos" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/P1050478-300x225.jpg" alt="Baia dos Porcos" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Durante o Ilha-tur conhecemos em um só dia as três praias mais bonitas do Brasil de acordo com a classificação do Guia 4 Rodas: a Praia do Sancho, a Baia dos Porcos e a Praia do Leão. Conhecemos também vários outros pontos da ilha e nos impressionamos com a beleza de seu desenho, claridade e visibilidade da água.</span></p>

<p><span lang="pt">Também fizemos a trilha Caeira &#8211; Atalaia no Parque Nacional Marinho. Nesta trilha nadamos em três berçários de peixes ornamentais em piscinas naturais que se formam com a maré baixa. Indescritível!</span></p>

<p><span lang="pt">No passeio de barco no mar de dentro (o lado da ilha com face virada para o Brasil) vimos muitos golfinhos-rotadores brincando com as águas e conosco, e fizemos um passeio de sub, uma pranchinha puxada pelo barco que nos permite fazer mergulhos de vários metros sem grandes esforços. Muito divertido!</span></p>

<p><a href="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/IMG_7569.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1042" style="margin: 5px;" title="Diving - Mergulhando" src="http://almeidadohrn.com/wp-content/uploads/2010/05/IMG_7569-300x225.jpg" alt="Diving - Mergulhando" width="300" height="225" /></a><span lang="pt">Também aproveitamos as palestras do projeto Tamar para conhecermos aspectos muito interessantes da história geológica e história sócio/política da ilha e da formação do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. A ilha tem formação vulcânica e teve ocupação holandesa, francesa e portuguesa. Já foi prisão e base militar, em 1988 criou-se o Parque Nacional Marinho e ela hoje é preservada.</span></p>

<p><span lang="pt">Para nós não restou dúvidas que Fernando de Noronha merece a fama que tem! Nesta semana que passamos mais próximos da África do que de São Paulo, tivemos acesso a vida marinha de uma forma inédita para nós. Em lugares como Fernando de Noronha é impossível não se encantar com a engenhosidade da Terra e suas incontáveis expressões de vida!</span></p>

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